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TIPOS DE EQUIPAMENTOS

Seg, 19 de Março de 2012 00:00 Administrador
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A hidroginástica pode envolver, ou não, a utilização de equipamentos e aparelhos. Entretanto, é importante não perder de vista que, utilizando equipamentos ou não, esta é uma atividade na qual, essencialmente, as ações corporais determinam à qualidade dos resultados. Sendo assim os bons resultados mantêm uma relação diretamente proporcional o nível de conhecimento sobre o corpo, tanto, por parte do professor, quanto, por parte do aluno. Atualmente, existem várias técnicas para se trabalhar o corpo dentro da água, mas o importante é perceber-se o corpo, e ter consciência do maior número possível de fatores a ele relacionados, tais como: a respiração, a tensão dos músculos e ações articulares (MATTOS & NEIRA, 2000).

Existe uma grande variedade de equipamentos e materiais a serem utilizados na prática dos exercícios aquáticos, AEA (2001); ABOARRAGE (2003); CASE (1998). Para que melhor se entenda a utilização destes materiais, serão comentados alguns tipos, conforme suas características, tendo sempre em mente que o melhor uso dos mesmos estará, sempre, na dependência da qualidade de execução do gesto técnico.

Atualmente há uma variedade de materiais e equipamentos para variar e complementar as aulas conformes seus objetivos. A seguir citaremos alguns que não estarão classificados neste livro, pois apesar de seus benefícios não estão no foco de nosso objetivo, como: Ergômetros (Bike, Esteiras e ski), Step, Jump e para quedas de arrasto. 

O Manual da AEA (2001) estabelece que a decisão final, acerca do uso ou não de equipamentos, é pessoal, devendo-se observar os objetivos individuais, assim como as condições da piscina, na qual os mesmos serão utilizados.  Aqui analisaremos os seguintes tipos: flutuante, resistidos, peso e borracha.

RESITIDOS/ARRASTO

Normalmente, estes materiais são fabricados em plástico rígido, têm densidade próxima à da água, e seu design perspectiva aproveitar a resistência promovida pelo arrasto. Diferente da força do empuxo e da força da gravidade, que sempre atuam na direção vertical, a força de arrasto pode manifestar-se em diferentes direções sentido, sempre se opondo ao deslocamento do corpo imerso em meio líquido.
A quantidade de resistência, criada por um equipamento de arrasto é determinada pela forma da superfície frontal, na velocidade do movimento, pela turbulência, e pela densidade da água (MANUAL AEA, 2001). Vejam que todos esses fatores, principalmente a forma de superfície a turbulência, são plenamente influenciados pela forma como o executante posiciona as partes de seu corpo, principalmente as mobilizadas, durante a execução do exercício.

Compreendendo esse princípio, o do arrasto, o professor pode manipular variáveis intervenientes na aula, e contar com diferentes opções de intensidade individuais, podendo adequar as estratégias, em função do nível de condicionamento do aluno, e utilizar o equipamento de forma correta e segura, atentando para a correção dos movimentos corporais, tecnicamente utilizados no mecanismo dos exercícios. Quanto ao processo de observação, deve estar atento a que as formas de superfícies oferecidas á resistência do meio líquido sejam as mais produtivas quanto possíveis, ou seja, que possibilitem a obtenção dos valores de resistência pretendido.

FLUTUANTE

Os flutuantes podem ser de dois tipos, quanto a seus propósitos específicos, a saber: sustentação e flutuação. Os de sustentação, normalmente servem para sustentar o corpo, assim como auxiliar a flutuação, durante a execução de exercícios, como os de Deep Water, podendo ser na forma de coletes, cinturões, ou outros, para mãos e pés.  Os de Flutuação têm como característica principal a baixa densidade, e, normalmente, são usados para criar maior sobrecarga quando os segmentos corporais são deslocados no sentido do fundo da piscina, ou seja, quando o movimento se dá no sentido contrário ao da força de empuxo (ABOARRAGE, 2003).

Tem sido observado que, de uma maneira geral, os professores de hidroginástica utilizam-se deste tipo de equipamento, sem ater-se à sua característica principal, que é a flutuabilidade, fazendo o uso destes, em exercícios onde o princípio básico que determina a carga é o da resistência do arrasto. Este tipo de comportamento, na melhor das hipóteses, diminui o potencial de resistência oferecido pela água. É preciso que se tenha em mente que, qualquer movimento feito em direção à superfície da água, com este tipo de equipamento, é agônico ao empuxo, ou seja, é auxiliado por esta força. Por outro lado, qualquer movimento, feito em direção ao fundo da piscina, sofre uma resistência. Por isto é que este tipo de Material trabalha contra a força do empuxo, e não, contra o arrasto. A não ser quando utilizado com uma alta aceleração diminuindo a atuação do empuxo e usando a área de superfície do material para contrapor a resistência do arrasto.

Peso

  Geralmente fabricados de Ferro, ou outro material de alta densidade, e apropriados para a utilização dentro d’água. A sua utilização é controversa, pois o empuxo causado pela água reduz, mas não elimina os efeitos causados pelo peso dentro d’água.

Apesar de não ser recomendado pela maioria dos autores, como, Aboarrage (2003); Case (1998); e indicado pela AEA em complemento aos programas de materiais Flutuantes, pela dificuldade de se trabalhar os deltóides, abdutores do quadril, iliopsoas e eretores da coluna. Uma vez  que é difícil trabalhar os, adutores grande dorsal, abdominal e glúteos em pé utilizando o peso.  Porém o uso deste material deve ser cuidadosamente bem orientado e supervisionado.

O uso deste material, por alguns professores tem se mostrado freqüente. A tese daqueles que fazem uso deste Material, é de que muitas das pessoas que não gostam de trabalhar com os pesos fora da água, toleram o seu uso, dentro da água.

 

4.3.4. Borracha/Elástico

Podem ser na forma de tubos ou faixas (bands); a tensão varia conforme a densidade da borracha utilizada. Usa a propriedade elástica como força resistiva. Este tipo de material possui a principal característica de promover resistência com aumento progressivo. Como decorrência, quanto mais distante uma extremidade ficar da outra, mais tensão haverá.

Muito embora o princípio de geração de carga seja diferente, assim como no caso do peso este tipo de equipamento, não se utiliza os princípios físicos da água para gerar o efeito resistivo. Muitos professores têm utilizado estes equipamentos para acrescentar variações às aulas é muito embora isto seja possível, é necessário entender que, em verdade, trata-se de uma exercitação diferente daquela obtida com outros implementos utilizados em hidroginástica. Sendo assim não é recomendável que ele seja utilizado na perspectiva de uma mera substituição e sim como uma estratégia diferenciada das outras, que, por isto mesmo, possivelmente gere resultados também diferentes.

Não obstante as diferenças do mecanismo resistivo, aqui também a observação da boa postura, no momento da execução dos exercícios, é fator de fundamental importância, pois disto decorre que o aluno consiga realizar uma aula eficaz e segura.


Tornozeleira
Cinto
Halter
Luvas
Halter com peso Extensor
Flutuantes Touca
Acquafins
 
 



 
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